| Escrito por Cláudia Brito Marques,
em 26-02-2012 12:24
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Texto integral apenas disponível na versão impressa
A
especialista holandesa apresentará os resultados de um estudo comparativo entre
os indicadores de saúde em Portugal e nos demais países europeus - o projecto
PHAMEU - que mostra que o nosso país, a par do Reino Unido, Holanda, Espanha e
Dinamarca, pertence ao grupo das nações que têm sistemas de CSP robustos.
"Podemos dividir os
países em três grupos: países com sistemas de CSP relativamente fortes, médios
ou fracos. Portugal está entre as nações com um sistema de CSP relativamente
forte, tal como o Reino Unido, a Espanha, a Dinamarca ou a Holanda.
É fundamental que
Portugal mantenha os pontos fortes do seu sistema, ao mesmo tempo que saiba
identificar e promover a melhoria dos seus pontos menos fortes. Entre os pontos
fortes dos CSP lusos, estão a legislação e a governação em CSP, os sistemas de
pagamento por desempenho aos prestadores de cuidados, estatuto financeiro
"relativamente igual" (de acordo com o reportado pelos profissionais) entre os
especialistas em Medicina Geral e Familiar (MGF) e os outros médicos
especialistas, trabalho em equipa, inter-substituição, atendimento em horário
pós-laboral e consultas programadas, com marcação por telefone. Contudo, salvaguarda, "há áreas em que os CSP portugueses
têm grande margem para melhoria: disponibilização de dados sobre as despesas em
CSP para benchmarking, taxas de satisfação dos utentes relativamente baixas no
que toca à acessibilidade e custo dos cuidados (com base nos dados do
Eurobarómetro de 2007), realização de consultas domiciliárias ou via e-mail pelos MF (tornando os CSP mais
acessíveis, nomeadamente para a população mais idosa), articulação entre MF e
outros especialistas, nomeadamente dos cuidados secundários/hospitalares", afirma, em entrevista exclusiva ao nosso jornal.
Na mesma entrevista, a especialista promete: "o objectivo da minha
conferência, será o de mostrar aos médicos de família (MF) portugueses como se
pode avaliar/medir a força dos sistemas de CSP de uma forma comparável na
Europa, a forma como os CSP portugueses estão ao nível dos CSP nos seus
vizinhos europeus, em termos de desempenho e chamar a atenção para a
necessidade de melhorar os sistemas de informação disponíveis nos CSP em todos
os países estudados.
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