| Escrito por Adelaide Oliveira,
em 27-09-2008 16:10
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Em simultâneo com
a realização do 7º Encontro Nacional de Internos de Medicina Geral e Familiar, o
Centro de Congressos do Estoril vai receber, entre 27 e 28 de Setembro, o
primeiro Encontro Luso-Brasileiro de Jovens Médicos de Família. A partilha de
experiências entre profissionais oriundos de países tão distintos é uma
mais-valia para os jovens médicos, que encaram o intercâmbio de conhecimento
entre Portugal e Brasil como uma oportunidade de crescimento
Foram as novas
tecnologias que tornaram possível a realização deste evento. Através da Web,
médicos de Portugal e do Brasil prepararam um encontro que reúne os principais
temas de interesse dos internos de ambos os países. As mesas e workshops foram
pensadas em conjunto.
Nelas estarão presentes médicos internos de ambos os países.
Futuramente, prevê-se que todo o trabalho desenvolvido culmine num projecto de
intercâmbio ao nível da formação.
O início dos
trabalhos terá lugar no sábado, dia 27 de Setembro, às oito e meia da manhã,
com a realização, em simultâneo, de três workshops. O primeiro, sobre Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em Medicina Geral e
Familiar, será conduzido por Raquel Braga, João Sequeira Carlos e
Carlos Martins. O segundo aborda a Codificação com
ICPC-2 e conta com a participação de Ana Pisco, José Nunes e Nuno
Sousa. O terceiro, sobre Abordagem Familiar,
terá a participação de Leda Curra e José Mauro, ambos do Brasil.
A cerimónia de
abertura, propriamente dita, está prevista para as 11H00. O início dos
trabalhos será orientado pelos jovens médicos portugueses e brasileiros, que
juntamente com convidados de ambos os países proporcionarão uma reflexão sobre
as expectativas deste Encontro para Portugal e Brasil.
Susana Medeiros,
membro da comissão técnica e científica do evento, destaca que a importância do
7º Encontro Nacional de Internos e 1º Luso-Brasileiro reside no facto de
permitir conhecer e discutir a realidade da formação nos dois países, as
expectativas, as experiências e as vivências de ambos os lados do Atlântico.
"Será, certamente, um momento de crescimento", diz.
Todos
diferentes, todos iguais
A primeira mesa do 7º
Encontro, Todos diferentes, todos iguais,
irá abordar a formação dos jovens médicos e as diferenças que se registam, não
só entre os dois países, como também entre as várias regiões de Portugal e do
Brasil. A discussão, conduzida por Alexandre Gouveia, conta com a participação
das orientadoras de formação Denise Alexandra, Helena Febra e Marcelo Dalla
(Brasil).
Depois de almoço, os
trabalhos vão abordar a questão da Polifarmácia,
"uma das dificuldades com que nos deparamos no nosso dia-a-dia". De
acordo com Susana Medeiros, o que está em causa é, não só a saúde dos doentes e
as interacções medicamentosas, mas também os custos económicos para os doentes
e para o Estado.
Paralelamente, irá
ter lugar a segunda parte dos workshops sobre ICPC-2
e Abordagem Familiar. A escolha deste
segundo tema, responde às necessidades de formação específica numa área
fundamental da Medicina Familiar. "Uma das características da nossa
especialidade é o facto de sermos médicos de família", explica Susana
Medeiros. "Muitas das patologias que surgem nas nossas consultas resultam
da interacção com contextos familiares complexos. Daí a necessidade de estarmos
atentos e alerta".
Debate
sobre a nova proposta de Internato
A partir das 17
horas, o grande debate centra-se na nova proposta de formação em Medicina Familiar. Susana
Medeiros adianta que "será um momento de reflexão e de discussão entre
todos: internos, formadores e coordenadores".
A apresentação da
nova proposta de internato será feita por Luís Filipe Gomes, seguindo-se as
intervenções de Maria da Luz Loureiro, Rui Nogueira e Bernardina Barroso. A
moderação estará a cargo de Daniel Pinto.
A
importância dos afectos na Medicina Familiar
No domingo, os
trabalhos retomam bastante cedo, com a terceira e última parte do workshop
sobre Tecnologias de Informação e Comunicação em
MGF e um segundo sobre Apresentações e
utilização de meios audiovisuais, coordenado por Valente Alves e
Miguel Caldas.
Em paralelo, irá
decorrer uma mesa subordinada ao tema A importância
do afecto, com José Mauro Lopes (Brasil), Jorge Brandão e Célia
Gonçalves. "Antes de médicos, somos seres humanos", explica Susana
Medeiros. "Os doentes influenciam-nos, transmitem-nos e fazem-nos viver
determinadas emoções. E vice-versa, porque a relação é bidireccional. Esta mesa
redonda visa, não só analisar os nossos sentimentos na consulta - alegria,
satisfação e momentos de angústia, com os quais temos que aprender a viver no
nosso dia-a-dia - mas também a relação que, enquanto internos, estabelecemos
com o nosso orientador e o seu impacto no nosso crescimento enquanto
médicos".
Os trabalhos do 7º
Encontro terminam cerca das 12 horas. Na cerimónia de encerramento, os jovens
médicos portugueses e brasileiros irão reflectir sobre a experiência deste primeiro
encontro luso-brasileiro e apontar novas formas de colaboração para o futuro.
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