| Escrito por MMM,
em 27-09-2008 15:57
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Há
cada vez mais pessoas a beneficiar de cuidados médicos domiciliários no
Algarve. A este aumento de pacientes a convalescer em suas casas, associou-se,
desde o início do ano, o aumento do número de camas de cuidados continuados de
média e longa duração.
Segundo
o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, Rui Lourenço,
desde Janeiro foram instaladas mais 44 novas camas, em diversos pontos da
região, ascendendo agora o total a 215.
Até
ao final do primeiro trimestre de 2009, a ARS do Algarve estima atingir o
objectivo anunciado no início deste ano – depois da exposição mediática da
situação de sobrelotação vivida no Hospital Central de Faro – de 440 camas de
internamento de média e longa duração.
Rui
Lourenço explica que as obras vão fazer com que parte destas camas só seja
disponibilizada no início do próximo ano. No entanto, ainda em 2008, prevê-se
que fiquem concluídas as obras da unidade de Cuidados Continuados da
Misericórdia de Faro, com 30 camas, bem como as intervenções noutras unidades
de menor dimensão.
Mais
de 1.500 pessoas com apoio domiciliário
A
este esforço do aumento da capacidade de resposta ao nível do internamento,
estão associadas medidas de apoio domiciliário. De acordo com dados da ARS,
cerca de 1.500 pessoas em situação de dependência beneficiam da prestação de
cuidados de saúde no seu domicílio por parte das 18 equipas de Cuidados
Continuados Integrados dos centros de saúde do Algarve.
Estas
equipas focalizam a sua intervenção no desenvolvimento da autonomia e da
participação dos doentes na recuperação. Simultaneamente, ajudam no reforço das
capacidades e competências das famílias para lidarem com as diversas situações
de doença dos seus familiares, o que permite evitar ou atrasar a necessidade de
internamento.
As
equipas de Cuidados Continuados Integrados (domiciliários) asseguram a
prestação de cuidados de saúde durante os sete dias da semana. Nos dias úteis,
trabalham entre as 8 e as 19 horas e, nos fins-de-semana e feriados, de acordo
com as necessidades dos doentes. Mobilizam, permanentemente, entre 100 a 120 profissionais de
saúde.
Em
2009, a
ARS espera criar mais 13 equipas na região. Todas elas integradas por cinco ou
seis elementos. Além de um enfermeiro, um auxiliar e um motorista, são apoiadas
por um fisioterapeuta, um médico de família e um psicólogo, que se deslocam às
casas dos pacientes sempre que necessário.
Número
de enfermeiros nos centros de saúde aumentou
A
Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve afirma que as declarações de
dirigentes do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses acerca de necessidades em
cuidados de enfermagem naquela região não correspondem aos factos.
Segundo
um comunicado da ARS, “em 2005, data de início de funções do actual conselho
directivo, existiam 339 enfermeiros nos centros de saúde do Algarve”. No final
do mês de Agosto deste ano, estavam em funções “386 enfermeiros, 83 dos quais
contratados ao abrigo do Decreto-lei n.º 276-A/2007 de 31 de Julho”, um regime
de contratação excepcional para satisfação de necessidades urgentes de pessoal
que comprometam a regular prestação de cuidados de saúde.
O
decreto-lei n.º473/91 de 8 de Novembro prevê (nos casos em que o funcionamento
dos serviços o exija), a possibilidade de ser praticado pelos profissionais de
enfermagem o regime de trabalho de horário acrescido, a que corresponde a
duração semanal de 42 horas.
Actualmente,
“atendendo às necessidades não supridas pelos 386 enfermeiros em actividade
estão atribuídos 11 regimes de horário acrescido e foi desenvolvido um processo
para a atribuição de 56 regimes de horário acrescido por postos de trabalho, o
que totaliza 67 regimes de horário acrescido a vigorar até final do ano de 2008”.
Em
conclusão, a ARS sublinha que “durante o período de vigência deste conselho
directivo verificou-se um crescimento sustentado do número de profissionais de
enfermagem em exercício nos centros de saúde, mais 47 enfermeiros e manutenção
de 67 regimes de horário acrescido, de acordo com as disponibilidades
orçamentais do país”.
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