| Escrito por MMM,
em 18-09-2008 14:20
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Em
comunicado enviado às redacções, a Ordem dos Enfermeiros (OE) reafirma a sua
posição relativamente à reforma dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), salientando
a ideia de que este processo “não se esgota nas Unidades de Saúde Familiar
(USF), sob pena de não garantir a resposta global, integrada e articulada que
só se conseguirá com a implementação de todos os recursos que dela fazem parte,
nomeadamente das Unidades de Cuidados Continuados (UCC) pela natureza da sua
missão”.
De
acordo com a OE, “a manter-se a actual situação, agravar-se-á a iniquidade já
existente no acesso dos cidadãos aos CSP, introduzindo-se igualmente factores
que diminuem a globalidade dos cuidados, que devem estar obrigatoriamente
disponíveis nesta área de prestação”.
A
OE tem vindo a afirmar que a reforma dos CSP, “sendo essencial na resposta de
proximidade aos cidadãos, deve ser orientada para a obtenção dos ganhos em
saúde e melhoria da acessibilidade e equidade, o que só se conseguirá com a
implementação integrada de todos os recursos que a compõem”.
De
acordo com o legislado, os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) prevêem, na
sua estrutura, as seguintes unidades funcionais de prestação de cuidados de
saúde: USF; Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP); Unidade de
Cuidados na Comunidade (UCC); Unidade de Saúde Pública (USP); Unidade de
Recursos Assistenciais Partilhados (URAP); outras unidades ou serviços,
propostos pela respectiva Administração Regional de Saúde (ARS) e aprovados por
despacho do Ministro da Saúde, e que venham a ser considerados como
necessários.
Apesar
disso, alega a OE, “o que se constata é que só as USF têm vindo a ser
implementadas, dando a impressão de que todas as restantes estruturas previstas
são meramente decorativas”.
Considerando
que a UCC tem como missão a prestação de cuidados de saúde e apoio psicológico
e social de âmbito domiciliário e comunitário, especialmente às pessoas,
famílias e grupos mais vulneráveis, em situação de maior risco ou dependência
física e funcional ou doença que requeira acompanhamento próximo – e actua
ainda na educação para a saúde, na integração em redes de apoio à família e na
implementação de unidades móveis de intervenção – a OE defende que o atraso na
implementação de UCC no terreno é uma falha neste processo de reforma, que se
reflecte na qualidade dos cuidados prestados à população.
“Pode
considerar-se que os cidadãos, por ineficiente implementação da reforma, estão
a ser privados de cuidados essenciais a que têm direito”, conclui a Ordem dos
Enfermeiros, instigando os responsáveis pela reforma ao cumprimento da
legislação aprovada e dos prazos estabelecidos.
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