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Programa de Desenvolvimento de Competências para a Gestão de USF
Expectativas dos profissionais foram largamente superadas PDF

Escrito por Adelaide Oliveira, em 19-05-2010 15:58


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A participação no curso desenvolvido pela Universidade Católica constituiu, para os profissionais das USF que nele participaram até agora, uma experiência extremamente enriquecedora. Na sua esmagadora maioria, os formandos referem que a aquisição de novos conhecimentos e competências, novas formas de pensar e agir, lhes permitiu encarar a gestão das unidades de saúde familiar de uma forma mais "profissional". Até porque, como fazem notar, com a implementação da reforma dos cuidados de saúde primários, muitos médicos foram chamados a desempenhar funções que exigem conhecimentos que vão muito para além da sua formação académica

 

Na USF Fafe Sentinela, três profissionais (dois médicos e um enfermeiro) tiveram oportunidade de participar no programa de desenvolvimento de competências para a gestão das unidades de saúde familiar da Universidade Católica (PDCG). Para além do interesse e utilidade do curso, o coordenador, João Silva Rego, sublinha a competência técnica, a capacidade de diálogo e comunicação e as aptidões pedagógicas dos formadores. "Para muitos deles, a dinâmica das USF era também inovadora, na medida em que estão mais vocacionados para a área empresarial", explica. "Na Saúde, por vezes, os benefícios só se podem contabilizar ao fim de muitos anos. A dinâmica da prestação de serviço e do "lucro" em termos de saúde e, em particular, nas unidades de saúde familiar, implica uma abordagem algo diferente, o que tornou o diálogo e a discussão ainda mais interessante".

O médico considera que, em geral, os participantes ficaram bastante satisfeitos com o programa. "No meu caso, aprendi bastante", refere. Até porque aliar a actividade clínica à gestão e coordenação de uma USF, não é tarefa fácil. "O curso proporcionou-me novas perspectivas, nomeadamente ao nível do planeamento e gestão de actividades, comunicação e relação entre os diversos profissionais da equipa, contabilidade e gestão da tesouraria".

 

Quanto mais formação, melhor!

 

O médico de família António Alvim, que até ao início deste mês exerceu funções de coordenador da USF Rodrigues Miguéis, já tinha frequentado o curso de pós-graduação em Gestão de Unidades de Saúde, da Ordem dos Médicos. O regresso, como formando, à Universidade Católica foi extremamente gratificante. O curso de desenvolvimento de competências para a gestão das USF, "constituiu como que uma reciclagem que me permitiu assentar uma série de ideias". Na sua perspectiva, "quantas mais formações nesta área, melhor". Por isso, o médico recomenda "fortemente" o curso a todos os colegas e membros das unidades de saúde familiar. "Vale muito a pena!", sublinha.

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Na perspectiva de António Alvim, "quantas mais formações nesta área, melhor". Por isso, recomenda "fortemente" o curso a todos os colegas e membros das unidades de saúde familiar. "Vale muito a pena!", sublinha 

 

Margarida Aguiar, coordenadora da USF Valongo, sublinha igualmente a mais-valia que a formação na área da gestão representa para os profissionais. Da sua USF, participaram dois médicos, um enfermeiro e um secretário clínico.

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Margarida Aguiar, coordenadora da USF Valongo, sublinha a mais-valia que a formação na área da gestão representa para os profissionais. Da sua USF, participaram dois médicos, um enfermeiro e um secretário clínico 

 

Uma iniciativa "excelente" que "merece o sucesso que tem"

 

Nelson Pereira, coordenador da USF Ponte, aponta que, depois de frequentar o curso, ficou "muito mais atento aos problemas relacionados com o marketing e a gestão".

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 Nelson Pereira, coordenador da USF Ponte, aponta que, depois de frequentar o curso, ficou muito mais atento aos problemas relacionados com o marketing e a gestão. O curso constitui "uma iniciativa excelente e merece o sucesso que tem", afirma

 

Apesar de se interessar por ambas as áreas, nunca antes tinha tido oportunidade de se debruçar sobre estas questões de uma forma tão sustentada e continuada, até porque "a gestão e o marketing não faziam parte da minha formação académica". Hoje, não dispensa a leitura de obras especializadas e afirma que "se me derem a oportunidade de frequentar mais formações, certamente que uma das primeiras candidaturas será a minha...". Além do coordenador, frequentaram o curso mais um médico de família e uma enfermeira da USF. Na opinião de Nelson Pereira. "Foi uma iniciativa excelente, que merece o sucesso que tem".

 

Um investimento para o futuro...

 

Com o curso, "conseguimos obter conhecimentos que não eram do nosso âmbito e que, neste momento, nos estão a ser exigidos", diz Belmira Reis, coordenadora da USF Uarcos, explicando que "o curso de Medicina está direccionado para o acto médico e não para a gestão".

Nesse âmbito, "o curso foi uma mais-valia". Mas um ano depois de terminar a formação, a médica considera que seria conveniente ir um pouco mais longe nalgumas áreas. "Depois de termos adquirido alguns conhecimentos, ainda sentimos mais essa necessidade".

"O curso, em si, foi excepcional", assinala. "Quanto aos formadores, pensava que já não existiam pessoas assim. São óptimos!". Por isso mesmo, recomenda "que mais profissionais usufruam do curso e da experiência dos professores".

 

Partilha de conhecimentos com a equipa

 

A estrutura do curso permite a quem não tem formação na área da gestão ficar habilitado com um conjunto de ferramentas que possibilitam desempenhar as funções de coordenação da USF com maior rigor e qualidade. Esta é a opinião de Raul Cunha, coordenador da USF Novo Cuidar. "

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Os conhecimentos e as capacidades pedagógicas dos docentes, os livros e os materiais fornecidos e a extensa bibliografia aconselhada deixaram-me com vontade de aprofundar os conhecimentos e as matérias abordadas", diz Raul Cunha

Os conhecimentos e as capacidades pedagógicas dos docentes, os livros e os materiais fornecidos e a extensa bibliografia aconselhada deixaram-me com vontade de aprofundar os conhecimentos e as matérias abordadas". Na sua opinião, a participação de quatro profissionais no programa (dois médicos e duas enfermeiras) fortaleceu, não só a USF ao nível da gestão, como permitiu "a transmissão de conhecimentos" entre os elementos da equipa.


   
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Cromo da Quinzena
Para quando a reforma?

Num país assim, esperar que a massa salarial total aumente, é estar a lidar com a realidade do mesmo modo que "Ali, o cómico", o tristemente célebre ministro da propaganda de Saddam Hussein, o fazia. Logo, é de esperar que se o tal parâmero tiver o mesmo peso que a esperança média de vida no cálculo da pensão, das duas uma: ou teremos que continuar a trabalhar por tempo indeterminado para alcançar uma reforma sem penalização, ou aceitamos a penalização... E caímos na miséria. É triste, mas é a realidade.

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